Em 1972, a Apollo 17 deixou a Lua pela última vez e, por mais de 50 anos, nenhum humano esteve de volta à Lua. Em 2026, a Artemis II muda isso e, com ela, muda também a lógica por trás da exploração espacial.
O espaço deixou de ser território exclusivo de agências governamentais e passou a ser um mercado em expansão. A economia espacial deve chegar a US$ 1,8 trilhão até 2035, sendo que mais de 60% desse crescimento virá de setores como logística, varejo e alimentação, que dependem de satélites indiretamente.
O que viabilizou essa transformação foi uma mudança de modelo: a NASA parou de executar tudo sozinha e passou a contratar o setor privado com contratos de preço fixo, transferindo risco e abrindo espaço para inovação. Com foguetes reutilizáveis e uma cadeia produtiva que já reúne mais de 2.700 fornecedores em todos os continentes, o custo de lançamento caiu 20 vezes nas últimas décadas, tornando o espaço acessível a empresas como SpaceX, Blue Origin e Lockheed Martin.
As próximas missões do programa apontam para pouso lunar, construção de uma base permanente e abertura de mercados inteiramente novos, como mineração e turismo espacial, consolidando o espaço como uma das fronteiras de negócios mais promissoras das próximas décadas.
Nesta pílula, contamos o que a Artemis II revela sobre o novo negócio especial.








