Como funciona a assessoria buy-side do Ártica no processo de aquisição?
Na assessoria para o buy-side (lado comprador), o Ártica atua em todas as etapas da aquisição incluindo: (1) define junto ao cliente o perfil ideal de empresa-alvo e os critérios de aquisição; (2) realiza o mapeamento do mercado (market screening) para identificar candidatos relevantes no Brasil e no exterior; (3) aborda os alvos de forma confidencial e direta, incluindo empresas que não estão à venda; (4) avalia financeiramente os alvos identificados e quantifica sinergias; (5) apoia nas negociações iniciais e na oferta não vinculante (LOI); (6) coordena a due diligence e (7) assessora na negociação dos contratos finais.
O que é um programa de aquisições (buy-and-build) e como ele funciona?
Um programa de aquisições consiste em uma estratégia de crescimento da empresa por meio de uma série de aquisições estruturadas em que a empresa define quais seriam os critérios para alvos e mantém um pipeline ativo de oportunidades, avaliando múltiplas empresas-alvo ao mesmo tempo. Ao invés de uma única transação oportunista, em um programa de aquisição o objetivo é realizar uma série de aquisições que, juntas, criam escala e valor sinérgico. A Ártica já atuou em diversos programas de buy-side, tendo analisado mais de 420 empresas-alvo, com processos claros para coordenar aquisições em paralelo, mapear alvos, realizar a triagem, abordagem e análise das empresas-alvo.
Como avaliar qual o valor justo da empresa-alvo?
Para avaliar o valor justo da empresa-alvo fazemos um valuation completo analisando os seguintes pontos: (1) análise dos múltiplos de EBITDA, receita e lucro praticados em transações comparáveis e de empresas listadas do setor (benchmarking de M&A); (2) modelagem financeira de fluxo de caixa descontado (DCF) com os resultados históricos e projeções, que estima o valor presente da companhia a partir das projeções de fluxos de caixa futuros descontados pelo custo de capital do comprador; (3) quantificação das sinergias operacionais e financeiras que a aquisição geraria para o comprador. Recomendamos que o comprador não realize uma transação cujo valor seja superior ao valuation encontrado, sem considerar eventuais sinergias capturáveis, uma vez que essas costumam ser difíceis de quantificar, precificar e implementar após a transação. Um preço acima desse limiar, mesmo que pareça um ‘bom negócio’, destrói valor.
Quais são os principais erros em processos de aquisição de empresas?
Os erros mais comuns são: (1) pagar acima do valor justo por euforia com o alvo (overpaying); (2) subestimar passivos e contingências ocultos, por exemplo, práticas não convencionais trabalhistas, tributárias e ambientais, que só são possíveis de identificar em due diligence; (3) não planejar a integração com antecedência, gerando perda de pessoas-chave e clientes após o fechamento; (4) concentração excessiva de risco em poucos clientes ou produtos que não foram mapeados antes da compra; (5) estruturar contratos sem cláusulas adequadas de representações e garantias (R&W), mecanismos de ajuste de preço pós-fechamento e indenização.













































