O Ártica realizou um estudo com gestoras de Private Equity para mapear suas preferências em investimentos. O estudo contou com 42 gestoras, representando 45% das que estão em atividade no momento da realização da pesquisa, somando R$ 105 bilhões de capital investido, que equivale a 58% do total estimado pela indústria no Brasil.
A seguir, destacamos características das gestoras em relação ao cheque realizado, preferência por investimentos majoritários/minoritários e indicadores financeiros, métricas de governança observadas, bem como a também predileção por setores de interesse, restrições a companhias com relações com o governo e nível de interferência na gestão das empresas investidas. Confira o material na íntegra no link: https://lnkd.in/djz4CSgQ
A maioria das gestoras de private equity no Brasil possui cheques adequados a empresas do middle-market
Faixa de tamanho dos investimentos de fundos de private equity (em R$ mm)
% dos entrevistados que investem em determinada faixa de cheque
Preferência por médias empresas: mais da metade das 42 gestoras entrevistadas, realizam investimentos com cheques entre R$50 mm e R$400 mm
Escassez de grandes cheques: apenas 21% das gestoras possuem cheques acima de R$600 mm e apenas 10% acima de R$2 bi
29%
33%
52%
57%
50%
36%
21%
17%
14%
10%
Até 2525 – 5050 – 100100 – 200200 – 400400 – 600600 – 800800 – 10001000 – 2000> 2000
Fonte: Ártica – Atraindo Investimentos de Private Equity; Gestoras de private equity
Há uma divisão quase igual entre gestoras por preferência de controle, sendo que a maioria possui flexibilidade para aquisições de 100%
Preferências de gestoras por controle
% dos entrevistadosMinoritárioMajoritário
Por faixa de investimento (em R$MM)
Relação com tamanho: há uma direta relação entre o percentual de participação almejado pelas gestoras e o tamanho do investimento
Dificuldade para empresas menores: donos de empresas menores que desejam vender o controle podem ter maior dificuldade de encontrar gestoras que possuam essa flexibilidade
Porcentagem das gestoras que realizam aquisições de 100%
% dos entrevistados
Possuem flexibilidade para aquisição de 100%Não possuem flexibilidade para aquisição de 100%
GeralGestoras com preferência por minoritárioGestoras com preferência por majoritário
Flexibilidade para aquisições de 100%: a maior parte das gestoras possui flexibilidade para adquirir a totalidade da participação, mesmo que não seja sua preferência inicial
Fonte: Ártica – Atraindo Investimentos de Private Equity; Gestoras de private equity
Gestoras priorizaram crescimento e rentabilidade como principais aspectos financeiros e a confiabilidade das informações para governança
Aspectos financeiros mais valorizados
Média de notas atribuídas a cada critério (de 0 a 10)
Crescimento consistente
8,33
Rentabilidade alta (ROIC)
8,29
Forte geração de caixa
6,13
Forte controle de custos e despesas
3,06
Estrutura de capital saudável, com dívida controlada
2,66
Histórico de aquisições bem-sucedidas
1,27
Atributos desejáveis: gestoras priorizaram empresas que consigam entregar crescimento consistente mantendo uma alta rentabilidade
Atributos menos relevantes: histórico bem-sucedido de aquisições não foi priorizado, pois gestoras acreditam que podem contribuir com esta capacidade após integrar a gestão das empresas
Aspectos de governança mais valorizados
Média de notas atribuídas a cada critério (de 0 a 10)
Informações gerenciais bem organizadas e confiáveis
8,98
Diretoria estruturada e profissionalizada
7,21
Auditoria independente
7,21
Inexistência/pouco predominância de familiares na companhia
4,59
Política de transações com partes relacionadas
4,12
Conselho de Administração constituído
3,50
Confiabilidade de informações: a qualidade das informações foi o item de governança com maior peso, com mais de 80% das gestoras entrevistadas afirmando que dados não confiáveis ou desorganizados podem ser um dealbreaker
Fonte: Ártica – Atraindo Investimentos de Private Equity; Gestoras de private equity