No golfe, como nos investimentos, consistência é o que separa amadores de profissionais.
Dados mostram que até jogadores amadores conseguem, ocasionalmente, realizar tacadas comparáveis às dos profissionais. Mas a diferença está na regularidade: enquanto os profissionais entregam desempenho sólido com baixo desvio, os amadores misturam acertos e erros em alta frequência.
A lógica é semelhante no mundo dos investimentos.
Analisando mais de 600 empresas do índice Russell 1000 entre 2015 e 2024, foi observado que aquelas com crescimento de receita consistente (CAGR > 5% ao longo dos 10 anos) entregaram retornos significativamente superiores. Já as empresas com trajetória irregular ou crescimento inconsistente ficaram para trás.
A estratégia vencedora é clara: buscar negócios que crescem de forma sólida, sustentável e rentável.
Assim como no golfe, o segredo está na consistência, e não em momentos esporádicos de brilho.
Baseado no artigo do Morgan Stanley “What Can Golf Teach Us About Investment Returns?”
No golfe, amadores podem ter um bom desempenho ocasionalmente, mas os jogadores profissionais são aqueles que performam com consistência
A USGA (Associação de Golfe do Estados Unidos) publica um relatório anual que analisa a distância das tacadas de saída (driving distance) nos principais circuitos profissionais e nos clubes locais para amadores
Profissionais
- Os profissionais tiveram uma média de mais de 300 jardas nas tacadas de saída, com um desvio padrão de apenas 24 jardas
- Praticamente uma distribuição normal perfeita
Amadores
- Embora alguns amadores consigam tacadas tão longas quanto os profissionais (até 335 jardas), eles não têm consistência
- Quando se consideram erros, a média deles fica bem abaixo da dos profissionais
Fonte: Morgan Stanley; USGA; Análise Ártica.
Nos investimentos, a lógica é semelhante: empresas com crescimento sólido e consistente tendem a apresentar melhor desempenho
- O Russell 1000 é um índice que reúne as 1.000 maiores empresas dos Estados Unidos com base em capitalização de mercado
- Entre 2015 e 2024, 662 companhias fizeram parte do índice e foram utilizadas nesta análise
Grupo A – “Profissionais” (26 empresas)
- Crescimento >5% em todos os 10 anos
Retorno médio anual: 20,1%
Grupo B – “Amadores” (293 empresas)
- Crescimento >5% ao longo de 10 anos, mas de forma menos consistente
Retorno médio anual: 12,0%
Grupo C – “Iniciantes” (303 empresas)
- Crescimento <5% ao longo de 10 anos (quase metade da amostra)
Retorno médio anual: 6,3%




