O mercado de energia brasileiro é um dos maiores do mundo, com uma matriz predominantemente renovável que tem se expandido nos últimos anos. Dentro desse cenário, o Ambiente de Contratação Livre (ACL) vem ganhando espaço e a projeção é de continuar crescendo. O ACL permite que grandes consumidores negociem diretamente suas condições de fornecimento de energia, oferecendo flexibilidade e preços competitivos.
Dada a perspectiva positiva, o setor tem se encontrado aquecido para fusões e aquisições, que cada vez mais reforçam a sua dinamicidade.
O Brasil é um dos principais produtores e consumidores mundiais de energia elétrica, com destaque na geração renovável
Apesar da queda na geração de energias renováveis durante a pandemia, o Brasil se recuperou e segue expandindo sua matriz sustentável
Fonte: EPE; IEA – Agência internacional de energia; Análise Ártica
O mercado brasileiro de energia é segmentado entre o Ambiente de Contratação Livre e o Regulado
Ambiente de Contratação Regulada (ACR)
- Os consumidores são obrigados a comprar energia de sua empresa local – com nenhuma flexibilidade quanto a preços e fonte de energia
- Os consumidores estão expostos ao risco regulatório, especialmente na forma de aumento de preços (bandeiras) e impostos
- Os contratos de fornecimento de energia no ACR são padronizados e as tarifas são reguladas pelo governo, sem possibilidade de negociação direta entre o consumidor e a fornecedora
Ambiente de Contratação Livre (ACL)
- Criado em 1995, o ACL permite que os participantes negociem livremente as condições comerciais de seu fornecimento de energia – criando um ambiente competitivo que reduz os preços de energia
- Atualmente, apenas clientes de alta tensão (grupo A, com conexão à rede elétrica em tensões iguais ou superiores a 2,3 kV) podem participar do ACL
- Discussões no Congresso almejam abrir o mercado para consumidores de baixa tensão entre 2026 e 2028
O consumo no mercado ACL está projetado para crescer, impulsionado também pelo potencial da Geração Distribuída no país
CAGR
5,4%
Alto potencial de energia solar: Capacidade solar do Brasil é comparável com países desérticos (Chile, Australia, Arábia Saudita), tornando-o local privilegiado para energia solar
Crescimento da capacidade instalada: Até 2040, solar e eólica serão 47% da matriz energética do Brasil, com mercado de US$ 11 bi. Em 2022, o Brasil era o 8º em capacidade solar no mundo
Crescimento da geração distribuída: projetos de geração distribuída solar atingiram 27 GW em 2023 e devem crescer para 37 GW até 2031, impulsionados por incentivos financeiros e marco legal favorávelDada a perspectiva positiva do mercado, M&As têm sido frequentes nos últimos anos no Brasil (1/2)
Em cada cartão: Alvo em cima, Comprador/Investidor embaixo.






Dada a perspectiva positiva do mercado, M&As têm sido frequentes nos últimos anos no Brasil (2/2)
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