Mesmo com o PIB brasileiro em dólares triplicando nos últimos 20 anos, o número de companhias listadas na B3 ficou praticamente estagnado.
Além disso, a bolsa tornou-se mais concentrada em empresas de alta capitalização de mercado. A capitalização média por empresa cresceu 252% desde 2005, bem acima da inflação acumulada no período (180% do IPCA).
Quando analisamos o atual universo de empresas listadas, menos da metade das firmas de capital aberto é realmente investível para a maioria dos gestores institucionais.
Esse universo enxuto – restrito a grandes capitalizações de mercado – abre espaço para plataformas voltadas a pequenas e médias empresas. Na pílula de hoje, exploramos o tema e listamos iniciativas, no Brasil e no exterior, que buscam capturar essa janela de oportunidade.
Ao longo do tempo, ocorreu uma concentração de empresas com maior valor de mercado na B3
- Entradas: por meio de IPOs ou spin-offs
- Saídas: decorrentes de M&As, falências ou deslistagens voluntárias, frequentemente por meio de OPAs(1)
Fonte: B3; Análise Ártica. Para 2025, foi considerado o número reportado no mês de Maio. Este número não inclui empresas brasileiras listadas em bolsas estrangeiras (mesmo que possua BDRs negociados na B3).
Atualmente, o universo de empresas investíveis à maioria dos fundos se restringe a menos de 200 companhias
Assim como ocorreu no Canadá e no Reino Unido, no Brasil também há uma oportunidade para que novas bolsas foquem nos segmentos de pequenas e médias empresas
Hipótese: altas barreiras de entrada para a listagem na B3
A Toronto Stock Exchange (TSX) possui um segmento equivalente, o TSX Ventures, com mais de 1.800 companhias listadas
A London Stock Exchange (LSE) opera o Alternative Investment Market (AIM), com mais de 700 empresas listadas, além das 1.000 empresas no mercado principalFonte: B3; Análise Ártica.




