A dinâmica de relacionamento entre os seres humanos e seus pets tem mudado nos últimos anos. A pesquisa Radar Pet, de 2021, aponta que 31% dos donos de cachorro consideram o animal como filho.
Essa nova dinâmica abre oportunidades de crescimento para as varejistas pet. Em um mercado altamente pulverizado, com +50% de market share nas mãos de pet shops menores e clínicas veterinárias regionais, as grandes companhias avançam na disputa para dominar o setor.
Confira as tendências para esse setor, e algumas das principais transações fechadas.
No Brasil, o número de animais de estimação está em expansão, com tendência de crescimento no futuro
Penetração global dos animais de estimação – 2021
Pets / 1.000 pessoasCachorroGatoGato / (Gato + Cachorro) pop.

52560%

42751%

41451%

39832%

36749%

32861%

31754%

31557%

24359%
A pop. de pets teve um crescimento acima da pop. humana
Mesmo com uma pequena penetração de gatos, o Brasil tem a 3a maior população de animais de estimação do mundo
Fonte: Instituto Pet Brasil; Abinpet; Mappr; Estatista; Nosso mundo em dados; Análise Ártica.
No Brasil, os animais de estimação estão crescendo mais do que a população humana
Evolução da população de animais de estimação no Brasil(1)
MMCachorroGato
Nesse mesmo período, a pop humana do país cresceu apenas 0,8% a.a.
CAGR
+4,5%
20081318192021
Notas: (1) Não considera animais de rua.
Fonte: Instituto Pet Brasil; Abinpet; Mappr; Estatista; Nosso mundo em dados; Análise Ártica.
Cada vez mais, donos de pets tratam seus animais de estimação como membros da família
Como as pessoas veem seus animais de estimação?(1)
%CachorroGato
2019
Como membro da família
25%
21%
Como animal de estimação
23%
29%
Como assistência (por exemplo, cão-guia)
1%
0%
2021
Como membro da família
28%
26%
Como animal de estimação
7%
13%
Como assistência (por exemplo, cão-guia)
2%
2%
Notas: (1) Pesquisa realizada no Brasil.
Fonte: Radar Pet; Inteligência de Mordor; Análise Ártica.
A humanização está transformando o mercado de pet
O percentual de pessoas que veem seus animais de estimação apenas como animais caiu de 23% para 7% para cães, e de 29% para 13% para gatos, evidenciando a tendência de humanização do pet. Isso gera uma série de impactos:
Maior disposição a pagar: os donos de animais de estimação estão mais sensíveis ao conforto de seus pets, ficando assim, mais dispostos a destinar uma parcela maior de seu orçamento para seu bem-estar. O gasto médio brasileiro no mercado pet aumentou 12% entre 2016-2021.
“Formalização” da dieta: os donos de animais de estimação estão cada vez mais atentos à qualidade e procedência de suas rações, privilegiando a alimentação processada e nutricionalmente adequada em detrimento da “informal” (por exemplo, sobras de comida).
Maior variedade: os donos dos pets estão gradualmente se tornando mais exigentes com a qualidade dos produtos de seus animais e compram apenas o que consideram mais adequado às necessidades de seus pets.
Fonte: Radar Pet; Inteligência de Mordor; Análise Ártica.