Em diversos setores da economia, o M&A é uma avenida de crescimento para os seus players. No setor aéreo, se torna uma forma de alcançar a liderança de mercado e melhorar as margens operacionais, garantindo saúde financeira às empresas.
No mundo todo, aquisições notórias de empresas aéreas criaram conglomerados que dominam seus espaços aéreos. Nos EUA, após fusões marcantes dos últimos 20 anos, atualmente o setor é dominado pelas companhias: Delta, United e American Airlines. Já na Europa, apesar de um maior poderio de empresas aéreas regionais, os grupos Lufthansa, IAG e Air France-KLM ainda possuem a maior presença no continente.
O Brasil, por sua vez, observou nos últimos 20 anos a derrocada de tradicionais companhias (como Varig, Vasp e Transbrasil) e a ascensão da LATAM, Gol e Azul, que se consolidaram no setor através de fusões e aquisições, buscando dominar os principais aeroportos e rotas do país.
Veremos os motivos que levam um M&A acontecer, e como isso afeta a concentração do setor aéreo.
O setor aéreo é marcado por grandes fusões e aquisições que ocorrem por diversas razões
Expandir a malha operacional
Ao realizar a aquisição, a empresa compradora passa a deter as rotas da empresa comprada, expandindo sua malha operacional
Expansão de seu público-alvo
Ao adquirir uma linha aérea, a compradora passa a ter acesso à sua base de consumidores, expandindo assim seu público-alvo
Garantir melhorias operacionais
Em certos casos, a aquisição ocorre entre empresas semelhantes operacionalmente (frota e rotas), fazendo com que os custos operacionais sejam reduzidos
Consolidar liderança através de market share
Algumas aquisições são destinadas exclusivamente ao aumento de market share e a maior presença em aeroportos chave, de determinadas regiões
Apesar de haver poucas empresas aéreas comerciais no Brasil, o número de aquisições é alto, o que gera uma maior concentração no setor
Em cada cartão: Compradora à esquerda, Adquirida à direita.












