Apesar das incertezas do cenário econômico global, os principais indicadores apontam para uma possível recessão no curto a médio-prazo. As ações dos principais bancos centrais para combater a inflação pós-COVID tornou o acesso a capital limitado para empresas de diferentes tamanhos e setores.
Assim, as empresas devem tomar decisões que otimizem suas operações e garantam solidez financeira para atravessar um período de instabilidade como o esperado. Nos estudos da Harvard Business Review e do JP Morgan, são apresentadas as principais medidas que as empresas podem tomar para atravessar por esses períodos.
As companhias devem se antecipar aos cenários que poderão ocorrer, tomando medidas estratégicas que preservem seu caixa, garantindo um balanço sólido para o momento de crise. Por muitas vezes, a principal medida tomada pelas empresas é a demissão.
Já em situações em que a empresa possui uma posição financeira favorável, é possível realizar M&As em que seja possível tirar vantagem de ativos desvalorizados e aumentar sua participação no setor. Isso pôde ser visto a partir de 2020, em que setores afetados diretamente pela pandemia sofreram consolidação através de um grande movimento de fusões e aquisições.
Por fim, deve-se manter os investidores e acionistas satisfeitos com o desempenho da empresa. Em períodos de crise, há redução no número de aportes realizados por private equity e venture capital firms e, portanto, somente empresas com boa performance permanecerão em seus portfólios.
Situação dos mercados em 2022 demonstra a necessidade de empresas se prepararem para uma eventual crise econômica

Holding controladora do Facebook perdeu 68% de seu valor de mercado

Gigante do comércio eletrônico, a empresa perdeu 52% de seu valor de mercado

Uma das principais empresas de entretenimento global, perdeu 52% de valor de mercado

Gigante de tecnologia, a empresa perdeu 34% de seu valor de mercado
Fontes: Investing.com; Análise Ártica
Diversas empresas tomaram medidas para se adaptar ao momento, enquanto outras aumentaram share durante a pandemia
Medida: Antecipação ao cenário de crise
A startup de aluguel de imóveis demitiu 160 pessoas, o equivalente a 4% de seu quadro de funcionários, como antecipação aos sinais econômicos que a companhia identificou no mercado. O movimento busca preservar caixa e garantir crescimento mais eficiente
Medida: Redução do Quadro de funcionários
A Loft, plataforma digital de compra e venda de imóveis, demitiu 855 pessoas em 2022 em reestruturação da operação, focando na expansão com custo reduzido e eficiente




