Entre os desafios inerentes ao crescimento de uma empresa, os funcionários são centrais e essenciais. Para incentivar e manter esses profissionais engajados, muitas empresas têm adotado modelos de remuneração LTI (Incentivos de Longo Prazo). Um dos modelos mais conhecidos nessa modalidade é a estruturação de planos de stock options, ou opções de ações.
Nesse modelo de incentivos, o funcionário contemplado recebe o direito de adquirir ações da empresa por um preço abaixo do preço de mercado, por um determinado período de tempo. Ou seja, com o crescimento da empresa e virtual aumento do seu valor de mercado ao longo do tempo, o funcionário pode adquirir ações da companhia a um preço de exercício fixado anteriormente, antes da valorização. Em contratos de stock option, são indispensáveis as seguintes definições:
•Tempo de carência (ou cliff), que é o tempo mínimo de permanência do funcionário para exercer suas opções;
•Valor da ação, que é o preço fixado para compra quando do exercício da opção no futuro; e
•Prazo máximo, que é o prazo limite para que o colaborador exerça o seu direito de compra das ações após a carência/cliff
O objetivo desse modelo, em linhas gerais, é alinhar os interesses entre sócios e colaboradores de uma empresa, fomentando o “senso de dono” e incentivando o profissional a manter sua performance no mais alto nível. Além disso, o modelo é interessante para empresas, uma vez que não exige o desembolso de capital para incentivar o funcionário (tal qual outros modelos de incentivo, como bônus financeiro) e auxilia na manutenção e retenção de colaboradores essenciais ao negócio.
No contexto de startups, a modalidade é ainda mais atrativa, uma vez que o potencial de valorização das ações é maior do que em empresas tradicionais e o não-desembolso de caixa é significativo para a empresa, tendo em vista possíveis dificuldades para captação de recursos em cenários de baixa liquidez. De acordo com o relatório “Transformação Digital na América Latina 2021”, da Atlantico, em 2021, 6% a 10% do quadro societário dos unicórnios latino-americanos já estavam comprometidos com stock options.
Visando incentivar e engajar seus colaboradores no longo prazo, muitas empresas adotam contratos de stock option como forma de remuneração
- São um mecanismo de remuneração variável que consiste em um plano de opções de compra de ações da companhia
- Nessa estrutura, o colaborador recebe o direito de comprar uma determinada quantidade de ações da empresa a um preço estipulado, com prazo predeterminado
- Contratos de stock option permitem ao funcionário atrelar parte de sua remuneração aos resultados da companhia
- Isso alinha seus interesses com o dos sócios da empresa e cria incentivos de longo prazo, uma vez que quanto mais as ações da empresa valorizarem, maior será a possibilidade de ganho financeiro
Atração e retenção de talentos e colaboradores essenciais
Alinhamento de interesses entre empresa e colaborador
Criação de senso e cultura de dono entre colaboradores
Incentivo e engajamento de longo prazo por resultados e objetivos
Não há desembolso efetivo de caixa para o incentivo dos empregadosContratos de stock option contam com particularidades e possibilitam ganhos financeiros relevantes para seus detentores
O que contempla um contrato de stock option?
Contratos de stock option são individuais e contêm, necessariamente, as seguintes definições:
Carência (cliff):
- Tempo mínimo de permanência do funcionário na empresa para poder exercer seu direito de compra das ações
- Objetivo: garantir que o funcionário, para exercer este benefício, continue trabalhando na empresa
Valor/Preço de exercício das ações:
- Valor predeterminado de compra das ações pelo colaborador, em caso de exercício da opção
- Objetivo: mensurar o ganho financeiro derivado do crescimento da empresa, no ato da compra
Prazo máximo de exercício:
- Estipulação de prazo máximo para que o colaborador exerça do seu direito de compra das ações, após o cliff
- Objetivo: limitar o período de tempo em que a opção pode ser exercida




