As empresas buscam reduzir seus custos e garantir uma operação com retornos sustentáveis. Para isso, a posse e uso de seus ativos imobiliários devem ser analisados, buscando evitar endividamentos, fortalecer caixa e manter a sua operação adequadamente. Há operações patrimoniais que as empresas podem realizar, sendo duas delas o sale and leaseback e o built to suit. Vamos entender melhor como elas funcionam!
O sale and leaseback é uma operação imobiliária que garante a venda do ativo e a sua locação pelo próprio vendedor
O que é Sale and Leaseback
Sale and Leaseback se trata de um acordo entre duas partes onde a companhia vende um ativo para um comprador com o direito de alugá-lo
Prática é mais reconhecida no mercado imobiliário, em que companhias vendem terrenos ou imóveis para investidores mas continuam operando no local
O exemplo mais conhecido da prática ocorreu em 2021, quando a Rede Globo de Televisão vendeu seu escritório em São Paulo para a Vinci, por R$ 522 MM, com um contrato de aluguel de R$40 milhões/ano
Para o vendedor
Aumento de liquidez a partir da venda
Não carregar risco sobre o ativo
Possibilidade de vender ativo em momento que este está valorizado, ainda mantendo o operacional da empresa no local
Para o comprador
Ativo possui potencial de valorização no longo prazo
Recebimento de aluguéis com previsibilidade
Segurança dos contratos estabelecidos, evitando perda do capital investido
Fonte: Ártica
O built to suit é um contrato de locação em que o ativo imobiliário é construído ou reformado de acordo com as especificidades do locatário
Built to suit
Built to suit se trata de um tipo de contrato de locação em que o ativo é construído de acordo com as necessidades do locatário
Nesse tipo de contrato, o custo da obra é absorvido nos pagamentos mensais referentes ao aluguel
Por demandar necessidades específicas, os contratos dessa modalidade possuem longo prazo
Vantagens
Possibilidade de padronização de operação de empresas multinacionais
Não há necessidade de comprar um ativo para adaptá-lo às especificidades necessárias à operação
Não há necessidade de encontrar locatários para o ativo
Desvantagens
Aumento de custo para o locatário, que terá que custear o aluguel e os custos com as obras realizadas
Risco do locatário torna-se o risco do locador, visto que o imóvel é construído especificamente para a operação
Dificuldade em encontrar outro locatário devido à especificidade do ativo
Fonte: Ártica