O cenário atual está marcado por inflação crescente e desaceleração econômica, de modo que o crescimento corporativo torna-se cada vez mais desafiador. As bolsas mundiais estão refletindo este cenário, como o S&P 500 –indicador de desempenho de ações negociadas na NASDAQ e NYSE – que sofreu queda de 11,58% nos últimos 12 meses.
Apesar disso, olhando mais especificamente para o Brasil, observa-se a recuperação da economia local. Em 2021, o país contou com a abertura de cerca de 4 milhões de empresas, um crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior. Neste sentido, o setor privado tem sido o principal estímulo para o crescimento brasileiro, tanto pelo consumo das famílias quanto pelos investimentos privados. Diante disso, o Brasil torna-se mais dependente do desempenho corporativo.
Mas o que será preciso para que o crescimento corporativo seja constante e persistente? A McKinsey conduziu uma pesquisa visando entender os padrões de crescimento e descreveu dez “regras” que podem orientar o crescimento das empresas por meio da geração de valor.
Evidências mostraram que empresas que entregaram o maior crescimento e retorno para os acionistas foram as que seguiram um maior número destas regras…
| Número de Regras | Crescimento Médio | Retorno para acionistas | % de Empresas |
|---|---|---|---|
| 0-1 | -1,3 |
-1,1 |
20% |
| 2-3 | 1,3 |
-0,1 |
43% |
| 4-5 | 4,1 |
1,3 |
29% |
| 6-7 | 6,5 |
4,1 |
8% |
| 8+ | 6,8 |
5,7 |
0.3% |
… E podemos ver cases de sucesso de empresas brasileiras que seguiram as regras e tiveram grande crescimento

Regra #2 – Foque nas tendências: priorize mercados rentáveis
Uma empresa originalmente de webhost, a Locaweb observou o crescimento das vendas online e quis beneficiar-se desta tendência. Assim, começando um programa de aquisições em 2014, a empresa possui +50% do seu faturamento com a linha de negócios voltada para o e-commerce.
Regra #9 – Combine crescimento orgânico com aquisições seriais
Desde 2021, a Viveo, ecossistema especialista no ramo de saúde, realizou 17 aquisições como estratégia de expansão. A empresa espera capturar incremento de mais de R$110 milhões no EBITDA até 2024 por meio de sinergias.




