Após um período de estabilidade geopolítica, os gastos militares perderam prioridade no orçamento dos países. Esse movimento impactou a indústria de defesa, que depende de encomendas governamentais para sustentar receita e investimentos em P&D.
Nos últimos anos, a intensificação de conflitos e tensões internacionais colocou o tema de segurança nacional no centro da agenda de diversos países, levando a um aumento substancial nos orçamentos de defesa. Em alguns casos, como Alemanha, Rússia, Israel e Dinamarca, os gastos cresceram mais de 85% ao longo da última década.
Esse movimento também reflete uma mudança estrutural na Europa. Sob pressão crescente dos Estados Unidos para o cumprimento das diretrizes da OTAN, diversos países passaram a ampliar seus investimentos em defesa para atingir o patamar mínimo de 2% do PIB. Como resultado, os gastos militares europeus cresceram 17% apenas em 2024. Os governos têm buscado, com tais gastos, fortalecer sua indústria doméstica de defesa.
Essas tendências fizeram com que o setor atraísse investidores estratégicos e financeiros, gerando um aumento na atividade de M&A e nos valuations das empresas.
Nesse contexto, o setor de defesa entra em um novo ciclo de crescimento impulsionado por maior demanda estatal, inovação tecnológica e maior disponibilidade de capital privado. A combinação desses fatores tende a acelerar a consolidação da indústria e ampliar as oportunidades de investimento no setor, especialmente em segmentos como drones, software militar, cibersegurança e sistemas autônomos.








