Acompanhada por milhões de telespectadores ao redor do globo, a Fórmula 1 é a principal categoria do automobilismo mundial. O que pouca gente sabe é que se trata de uma empresa privada, e que, nas últimas duas décadas, passou pelo controle de dois investidores com perfis de atuação bastante diferentes, mas que, em ambos os casos, foram capazes de gerar bilhões de dólares de valor com o investimento.
Em 2006, a CVC Capital Partners adquiriu o controle da F1 seguindo o playbook tradicional de “leveraged buyouts”: financiamento da aquisição com um alto nível de endividamento e foco na contenção de custos e no pagamento de dividendos para os acionistas. Acredita-se que tenha sido um dos investimentos mais rentáveis da história da CVC até então. A empresa foi vendida para a americana Liberty Media em 2017, por US$ 4,4 bilhões.
A aquisição da F1 pela Liberty Media foi cercada de dúvidas: a categoria enfrentava um declínio de audiência, com baixo interesse dos públicos mais jovens, e as equipes perdiam dinheiro em uma corrida por investimentos em tecnologia cada vez maiores, que superavam as receitas que eram capazes de gerar. Além disso, a empresa possuía mais de US$ 4 bilhões em endividamento, limitando sua capacidade de investimento.
Desde então, a Liberty Media promoveu um completo turnaround operacional e estratégico, levando a Fórmula 1 a um valor de mercado que hoje supera os US$ 20 bilhões.
Nesta pílula, contamos um pouco dessa história fascinante!












