Defensivos biológicos são produtos derivados de organismos vivos, como bactérias, fungos e vírus, utilizados para controlar pragas e doenças nas lavouras. Ao contrário dos defensivos químicos tradicionais, eles atuam por meio de mecanismos naturais – como parasitismo e competição – e têm ganhado espaço acelerado no campo.
O mercado brasileiro de defensivos biológicos movimentou cerca de R$ 5 bilhões na safra 2023/2024 e tem crescido, em média, 21% ao ano – ritmo 4x mais rápido do que o mercado global. Hoje, o plantio de soja concentra mais da metade do consumo desses produtos, seguido pelo milho em 2º, cana-de-açúcar em 3º e outras culturas.
A ascensão dos biológicos é impulsionada por fatores como custo-benefício, menor resistência das pragas, impacto ambiental reduzido, maior aderência a princípios ESG e um ambiente regulatório cada vez mais restritivo aos químicos. Além disso, avanços tecnológicos (como a aplicação por drones) e incentivos governamentais estão ampliando sua adoção.
Na pílula de hoje, entenda por que os defensivos biológicos vêm ganhando protagonismo no futuro da agricultura.
Defensivos biológicos: visão geral
Produtos biológicos agrícolas comercializados na Safra 2023/2024
~21% a.a.
(2021-2024)
~13% a.a.
(2024-2032E)
Principais cultivos que fazem uso de bioinsumos no Brasil
(% do uso nacional de bioinsumos)
Defensivos biológicos: vantagens e tendências
Vantagens
- Sustentabilidade: Reduzem o impacto ambiental, preservando a biodiversidade, água e a saúde do solo
- Custo-benefício: Embora tenham custo superior aos químicos, proporcionam maior retorno sobre o investimento ao evitar perdas na lavoura
- Menor resistência de pragas: Utilizam mecanismos naturais que dificultam o desenvolvimento de resistência por parte das pragas
- Pressão regulatória: Políticas públicas, como o Plano Safra, oferecem incentivos e diminuição de juros para práticas sustentáveis, favorecendo o uso de bioinsumos
Perspectivas e tendências
- Crescimento acelerado: Expansão da penetração impulsionado por grandes culturas (soja e milho)
- Inovação tecnológica: Desenvolvimento de novos produtos e técnicas de aplicação, como o uso de drones, para aumentar a eficiência e adoção dos biológicos
- Incentivos governamentais: Pressão regulatória para aumentar o uso de bioinsumos e defensivos com pegada sustentável
- Demanda de consumidores: Conscientização e busca por alimentos com menor impacto ambiental, aumentando a adoção de defensivos biológicos
Defensivos biológicos: mercado aquecido em M&A
Alvo brasileiroEm cada cartão: Alvo em cima, Comprador/Investidor embaixo.
















