A hotelaria brasileira voltou ao radar dos investidores.
Após o choque da pandemia, o mercado hoteleiro no Brasil retomou sua trajetória de crescimento e deve seguir em expansão nos próximos anos, com sinais consistentes de recuperação da demanda e retomada do pipeline de novos projetos.
Esse movimento também se reflete na presença consolidada dos principais grupos internacionais no país, que operam no Brasil por meio de portfólios multimarcas e reforçam a relevância do mercado local no mapa global da hotelaria. Ao mesmo tempo, transações recentes envolvendo hotéis icônicos e portfólios de escala mostram que ativos hoteleiros voltaram a ganhar atratividade como classe imobiliária, combinando geração de caixa, potencial de valorização e maior interesse de investidores institucionais.
Na pílula de hoje, analisamos a retomada do setor hoteleiro brasileiro e os fatores que têm impulsionado essa transformação.
O mercado hoteleiro brasileiro retomou sua trajetória de crescimento, com sinais consistentes de expansão da oferta
A presença dos principais grupos internacionais evidencia a relevância do Brasil no mapa global da hotelaria
| Grupo | Número de unidades (global)(1) | Principais bandeiras no Brasil | Entrada no Brasil | Receita global 2025 (USD Bi) |
|---|---|---|---|---|
![]() | ~5.800 | Ibis, Mercure, Novotel, Pullman, Sofitel | 1977 | 6,1(2) |
![]() | ~9.000 | Hilton Hotels & Resorts, DoubleTree, Hampton, Hilton Garden Inn | 1971 | 12,0 |
![]() | ~1.500 | Grand Hyatt, Hyatt Place | 2002 | 7,1 |
![]() | ~6.900 | Holiday Inn, Holiday Inn Express, Crowne Plaza, InterContinental | 1949(3) | 5,2 |
![]() | ~9.800 | Sheraton, Marriott, JW Marriott, Westin, Renaissance | 1997 | 26,2 |
![]() | ~8.300 | Ramada, TRYP by Wyndham, Wyndham, Wyndham Garden, Days Inn | 2003 | 1,4 |
Fonte: Análise Ártica, Companhias
A retomada do setor também tem fortalecido o interesse por ativos hoteleiros como classe imobiliária
Em cada cartão: Target (Valor) em cima, Comprador embaixo.
2024
R$ 550 MM

R$ 1,7 Bi

2025
R$ 150 MM

R$ 110 MM

R$ 298 MM

R$ 300 MM

R$ 419 MM
Comprador não divulgado
R$ 600 MM(1)

Fonte: Análise Ártica, Metro Quadrado, HSI, BTG Pactual
Grandes redes internacionais ampliam planos para o Brasil, reforçando a atratividade do setor hoteleiro local
- Marcas globais de luxo como Mandarin Oriental, Bulgari e Waldorf Astoria avaliam entrada no Brasil, atraídas pela melhora dos indicadores operacionais e do turismo
- O interesse é sustentado por um mercado ainda pouco penetrado por bandeiras internacionais, que representam apenas 6% dos hotéis no país


Março 2026- The Marriott pretende dobrar sua presença no Brasil em três anos, passando de 3,7 mil para quase 8 mil quartos, com destaque para a chegada da City Express by Marriott
- A rede também vem buscando investidores parceiros, incluindo FIIs, reforçando a separação entre propriedade imobiliária e operação hoteleira


Março 2026- The Vila Galé anunciou cerca de R$ 1 bi em investimentos para seis novos hotéis no Brasil, reforçando o país como um dos principais mercados de crescimento da rede
- A expansão combina greenfield, retrofit e destinos de lazer/natureza, com foco em Florianópolis, Brumadinho, São Luís e Coruripe, além de Gramado em avaliação

Março 2026- The BWH Hotels prepara sua expansão no Brasil com cinco novos projetos, adicionando cerca de 800 quartos e aproximadamente R$ 100 MM em investimentos de terceiros
- A rede, que oficializou presença no país em 2025, atua em hotéis midscale, luxo e experiências, incluindo marcas como Best Western e WorldHotels



Abril 2026









