In recent weeks, the Americanas (AMER3) case has stirred the market with the revelation of accounting inconsistencies that could have a R$20 billion impact on its financial statements. Some time later, the company revealed debt of approximately R$40 billion—a debt that had not been identified by the market or its creditors.
Although the Americanas case is still in its early stages, it has rekindled concerns about inconsistencies in the financial information disclosed by the companies.
This wasn't the first (and possibly won't be the last) scandal to hit the financial market. Other cases have become iconic in recent years, even being reflected in the media through films, TV series, and books. Here's a look back at some of these scandals and their repercussions in film and television.
Caso Madoff
O Mago das Mentiras (2017)

Bernie Madoff:: o golpista de Wall Street (2023)

- Bernard Madoff era considerado um guru do mercado financeiro. Seu seu fundo de investimentos prometia retornos de 10 a 12% a.a. de maneira “resistente às crises”
- A experiência de Madoff no mercado o levou à cadeira de presidente da Nasdaq – o que contribuiu para a credibilidade que sua imagem passava
- Madoff justificativa seus retornos recorrentes através de uma suposta estratégia de investimentos em operações estruturadas com ações e opções
- Na verdade, o fundo de Madoff era um esquema Ponzi – o maior do mercado americano até hoje – de aproximadamente US$ 65 BI
- O fundo pagava dividendos aos antigos investidores através dos recursos captados com novos investidores
- Durante a crise de 2008, com a onda de incerteza que contaminou todo o mercado, o fundo de Madoff não foi capaz de fazer frente aos resgates solicitados por seus investidores – e a fraude foi exposta
- Madoff foi sentenciado a 150 anos de prisão em 2009, após vitimar até mesmo personalidades famosas, como o diretor de cinema Steven Spielberg e bancos como o HSBC e o Royal Bank of Scotland
Caso Enron
Enron: os mais espertos da sala (2005)

- A Enron Corporation era uma Companhia de comércio de energia sediada em Houston, Texas, nos Estados Unidos
- A Enron chegou a ser avaliada em US$ 70 BI e era considerada uma das maiores empresas dos EUA
- A Arthur Andersen era proprietária da empresa de auditoria que validava as demonstrações financeiras da Enron – considerada, na época, uma das “Big 5”
- O tamanho da Enron e a credibilidade até então passada pela Arthur Andersen atraíam centenas de investidores – incluindo fundos de pensão
- A Enron utilizava uma técnica de “marcação a mercado” em seus contratos, inflando o tamanho do seu faturamento corrente com receitas que seriam recebidas apenas décadas depois
- O endividamento da Companhia era mascarado através de subsidiárias, que não apareciam em seus balanços
- Após a descoberta da fraude, o fundador Kenneth Lay e o diretor-executivo Jeffrey Skilling foram condenados a 45 e 185 anos de prisão, respectivamente
- A Arthur Andersen foi considerada conivente com a fraude. Sua perda de credibilidade a levou a ser desmembrada e incorporada por outras empresas
Caso OGX
Eike: Tudo ou Nada (2022)

- Empresa pertencente a Eike Batista, brasileiro que já foi considerado uma das pessoas mais ricas do mundo
- A OGX tinha como atividade principal a exploração de petróleo e chegou a ser chamada de “Petrobras em miniatura”
- Seu IPO na bolsa brasileira levantou mais de R$ 6 BI, atraindo inclusive investidores estrangeiros
- A Companhia declarava ter US$ 800 BI estocados em 10 bilhões de barris de petróleo
- Um relatório da consultoria DeGolyer & MacNaughton levantou questionamentos sobre os estoques de petróleo detidos pela OGX
- O documento mostrou que a OGX teria, na verdade, apenas R$ 102 MM de barris em viabilidade comercial
- Essas inconsistências, somadas a uma reestruturação não-sucedida do endividamento da Companhia, levaram ao fim da OGX em um dos maiores escândalos do mercado brasileiro
Caso Wirecard
O escândalo da Wirecard (2022)

- Wirecard é uma fintech alemã, a maior do país até então
- Atuando como processadora de pagamentos, a empresa chegou a valer 13 bilhões de euros
- Abriu capital na bolsa de valores de Frankfurt em 2005, conquistando clientes em 20 países
- A empresa chegou a ser alvo de acusações de fraude por parte do jornal Financial Times, que denunciava inconsistências nas operações da Wirecard
- O fato de a empresa ser auditada pela Ernst & Young (uma das “Big 4”) e ser observada pela BaFin (CVM alemã) mantinha a credibilidade da Wirecard intacta
- A empresa afirmava ainda possuir cerca de 2 bilhões de euros em depósitos mantidos para reserva. Isso era usado para melhorar as avaliações sobre a liquidez da empresa
- Após a revelação desse escândalo, outras possíveis fraudes apareceram. Um relatório de auditoria especial da KPMG mostrou que cerca de metade das vendas da Wirecard poderiam não existir
- O CEO Markus Braun foi preso e está em julgamento




