On July 9, 2025, the United States announced a tariff increase of up to 50% on Brazilian imports into the country, motivated by three main (explicit) issues: the bilateral trade deficit, protection of American industry and legal uncertainty in Brazil.
Seeking to understand the real impact of tariffs and what stance to expect from the Brazilian government, we analyzed the drivers in more depth.
We explore: the dynamics of the trade balance between Brazil and the US, the main products exported by Brazil to the US market, and the possible economic consequences of these actions, such as the redirection of exports, the impact on companies' margins, and the growing pressure for compensatory measures by Brazil.
O nacionalismo econômico de Trump
- 10% de tarifas sobre a China
- 25% de tarifas sobre México e Canadá
- Aumento para 20% de tarifas sobre a China
- 25% de tarifas sobre alumínio e aço
- Tarifa universal de 10% sobre todos países
- Adoção de política de reciprocidade de tarifas
- Escalada de tensão com China (tarifas chegam a 145%, mas negociações finais abaixam para 30%)
- Tarifas sobre alumínio e aço dobram para 50%
- 50% de tarifas sobre o Brasil
- Aumento para 30% de tarifas sobre México e Europa
Trechos da Carta de Trump justificando tarifa de 50% ao Brasil
Desigualdade comercial:
“Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país”Incentivo à indústria dos EUA:
“Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, […] nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta”Insegurança jurídica no Brasil:
“Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”Déficit ou Superavit ?
Quando olhamos o resultado da balança comercial entre os dois países, os EUA apresentam superavit comercial com o Brasil desde 2010.
Os EUA são um importante parceiro comercial, mas não o único
Commodity| Ranking dos 12 produtos mais exportados | Principais destinos por produto(3) | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| # | Descrição do produto | Valor(1) | % do total(2) | 1° país | 2° país | 3° país |
| 1 | Óleos brutos de petróleo ![]() | 5.831 | 14% | 44% | 13% | 11% |
| 2 | Produtos semimanufaturados de ferro ou aço | 2.774 | 7% | 79% | 7% | 5% |
| 3 | Café não torrado ![]() | 1.896 | 5% | 17% | 16% | 10% |
| 4 | Celulose ![]() ![]() | 1.552 | 4% | 42% | 16% | 9% |
| 5 | Ferro fundido bruto ![]() | 1.423 | 4% | 88% | 9% | 1% |
| 6 | Aviões e outros veículos aéreos pesados![]() | 1.421 | 4% | 52% | 17% | 6% |
| 7 | Óleos leves ![]() | 1.040 | 3% | 85% | 8% | 2% |
| 8 | Aviões e outros veículos aéreos leves![]() | 956 | 2% | 93% | 3% | 2% |
| 9 | Carne bovina ![]() ![]() | 885 | 2% | 60% | 9% | 5% |
| 10 | Produtos semimanufaturados de ligas de aço | 738 | 2% | 94% | 3% | 1% |
| 11 | Outros óleos de petróleo ![]() | 702 | 2% | 36% | 7% | 6% |
| 12 | Suco de laranja ![]() | 637 | 2% | 59% | 22% | 18% |
| % do total de exportações | % do total exportado por produto | |||||
A Fazenda discute respostas, mas em paralelo estuda ajuda aos setores afetados
Redirecionamento de produtos
Diversos produtos são fortemente impactados: aço semiacabado, alumínio, celulose, aeronaves, café, carne e suco de laranja, entre outros.
Em sua maioria, os produtos afetados são commodities, podendo ser redirecionados com a outros mercados e países.
Essa ação leva certo tempo, pois novas relações bilaterais devem ser estabelecidas, buscam redução de dependência comercial a longo prazo.
Negociação e apelo comercial
A carta oficial dos EUA enviada ao Brasil incluiu menção à Seção 301 da legislação comercial norte-americana, mecanismo tradicionalmente utilizado para retaliar práticas comerciais desleais.
Ancorado no tom intimidatório e protecionista da medida, e defendendo a soberania nacional, o Brasil busca respaldo junto à OMC e a outros organismos multilaterais, o que já o rendeu apoio de diversos países e blocos, com os BRICS e a UE.
Subsídio governamental
Diante do novo cenário, empresas estratégicas como
and
já articulam medidas junto ao governo em busca de apoio institucional e compensações comerciais.
O Ministério do Comércio estuda respostas que podem incluir subsídios direcionados, incentivos fiscais e linhas de crédito via bancos públicos.
As medidas, ainda que concretas, deveriam ser desenhadas visando menor impacto fiscal possível.


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